Aqui falamos muito de poupar, planejar, cortar gastos.  Por isso hoje, como estamos em clima de final de ano vim deixar uma mensagem para pensarmos um pouco em como estamos vivendo.   Queria deixar a mensagem de que é muito importante planejar uma vida financeira, mas também caros amigos dentro do possível não podemos esquecer de viver.time_money_balance

– Hoje lendo um texto do Ricardo Coiro me pus a pensar o quão breve é a vida.  Ele mesmo disse em um de seus poemas “ Cada segundo respirado é uma milha percorrida”. Estamos todos os dias percorrendo milhares de milhas, acordando cedo para o trabalho, madrugando para poder levar os filhos a tempo ao colégio ou pra ir a faculdade. Mas será que estamos realmente vivendo?

O viver que eu estou me referindo é sair pra passear com a família no final da tarde ou invés de chegar em casa e passar o resto do dia em frente a um computador. É poder se dar ao “luxo” de sair para jantar ou para um cinema com a esposa ou marido e não somente pensar que “ aquele dinheiro vai fazer falta”.

Muitas pessoas a minha volta tem uma vida motivada pelo desejo de somente acumular bens, sem saber se realmente poderão desfrutar de toda essa riqueza algum dia. Que vida é essa, com uma rotina de segunda a segunda, das seis a meia noite, a qual qualquer mudança de curso implica em simplesmente perda e tempo e como conseqüência de dinheiro.  Do fundo do coração tenho pena dessas pessoas, muitas já não são mais jovens de 24 anos que por lógica tem muito tempo ainda, estão esgotando o pouco de vida que ainda tem com trabalho, poupança e abdicando das coisas boas que temos nessa vida.

Não estou aqui dizendo que não gosto de dinheiro e que não acho certo poupar, acho que poupar é muito importante, pois nos garante um futuro mais tranqüilo, e o dinheiro; acho ele a solução de muitos problemas.

Quero sim ter dinheiro o suficiente para ter minha casa, meu carro, pagar uma boa faculdade pra minha filha, poder viajar quando sentir vontade de mudar de ares, entrar em um restaurante caro sem me preocupar com o preço do cardápio, poder pegar um avião e ir fazer compras em Miami. Mas até lá não quero esquecer que a vida também é agora. Quando chegar aos 60 anos vou olhar pra traz e ver que tive uma vida, que não vivi só pelo trabalho. Pois afinal dessa vida só se levam as lembranças. (M.B)